Exemplos de gorduras saturadas

A Dieta da Selva propõe o resgate de um "instinto ancestral", mas ignora que a fisiologia humana moderna exige micronutrientes não encontrados apenas em proteínas. Este guia detalha os riscos biológicos e as contraindicações severas de um método que sacrifica a longevidade em troca de resultados estéticos efêmeros.

O Que é e Por Que se Tornou Viral

A Dieta da Selva fundamenta-se na ingestão exclusiva de alimentos de origem animal e gorduras saturadas, eliminando carboidratos, grãos e legumes. Sua popularidade em 2026 deriva do endosso de figuras públicas e da promessa de perda de peso acelerada via cetose profunda.

O Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (2025, Santos et al.) alerta que esse emagrecimento é majoritariamente composto por água e massa magra.

  • Exclusão total de fibras vegetais e prebióticos.

  • Consumo hiperproteico focado em carnes e gorduras saturadas.

  • Rejeição de alimentos processados e até vegetais ricos em amido.

Um caso real observado em clínicas de nutrologia é a elevação súbita do colesterol LDL em pacientes sem histórico prévio após 30 dias de protocolo. A ausência de fibras interrompe o trânsito intestinal, causando constipação crônica e alteração na microbiota, o que eleva a inflamação sistêmica. A ciência arqueológica moderna já comprovou que nossos ancestrais consumiam vegetais e grãos, invalidando o argumento histórico da dieta.

Por Que a Prática Prejudica seu Organismo

O excesso de proteína e gordura saturada sobrecarrega os rins e o fígado, órgãos responsáveis por filtrar os subprodutos do metabolismo proteico. Estudo publicado na Cell Reports Medicine (2024, Thompson et al.) associa dietas restritivas a um aumento de 35% nos níveis de cortisol sérico. Este estresse fisiológico não apenas prejudica o sono, mas também cria um ambiente propício ao reganho de peso (efeito sanfona).

"A ausência de carboidratos complexos priva o cérebro de glicose, resultando em irritabilidade, névoa mental e queda no desempenho cognitivo."

Fonte: ABRAN, 2025.

As contraindicações são absolutas para diabéticos, indivíduos com problemas renais, gestantes e pessoas com histórico de transtornos alimentares. A restrição severa atua como gatilho para a ortorexia, onde a obsessão pela "comida pura" destrói a vida social e o prazer alimentar. A longo prazo, a carência de vitamina C e antioxidantes vegetais compromete o sistema imunológico e acelera o envelhecimento celular.

A eficácia de um plano alimentar é medida pela sua sustentabilidade e pela preservação dos marcadores de saúde, não apenas pelo número na balança. Substituir a complexidade nutricional por fórmulas simplistas da "selva" é um retrocesso biológico que ignora décadas de avanços na ciência da nutrição.

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Um favorzinho para o seu "eu" pós-Carnaval...

Vamos ser sinceras: a gente sabe que no Carnaval o foco dá uma escapadinha, né? E tá tudo bem! Mas o segredo é já deixar tudo esquematizado para a volta.

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Cafeína e nicotina: mais parecidos do que você imagina

(Ou como o mercado de energia tá reinventando o estímulo — e o que isso revela sobre a forma como a gente vive hoje)

Tem um movimento curioso crescendo lá fora — e ele revela muito sobre como a gente tem buscado (ou forçado) energia.

De um lado, o mercado de bebidas funcionais e energéticos está explodindo. E não é mais só Red Bull e Monster dominando. Já são mais de 250 novos lançamentos de energéticos “better-for-you”, com ingredientes que prometem foco, hidratação e resistência — tudo sem aquele crash pesado de açúcar ou cafeína pura.

Do outro, surge uma tendência ainda mais polêmica: bebidas e produtos com nicotina microdosada, posicionados como “combustível para alta performance mental”.

Sim, você leu certo: nicotina. Agora em forma de bebida, com dose controlada, prometendo foco limpo e produtividade. Sem cigarro. Sem fumaça. Só o estímulo.

Parece estranho? É porque é.

Mas faz sentido no mapa das tendências. As pessoas estão procurando formas cada vez mais rápidas, práticas e "limpas" de pensar melhor, render mais, demorar menos pra sentir resultado.

Calma. Antes de chamar de loucura, é preciso entender o que isso revela sobre a nossa cultura:

A conversa não é só sobre produto.

É sobre uma sociedade que vive tentando empurrar energia pra cima do cansaço — sem parar pra olhar a causa real:

  • Trabalho intenso.

  • Falta de descanso.

  • Telas o dia todo.

  • Pressão por produtividade constante.

E aí, a gente vai atrás de um shot, uma lata, um sachê, um truque que prometa “te deixar melhor agora”. O café virou base e o energético um estilo de vida. E a nicotina microdosada? A nova fronteira do foco.

Mas a pergunta que ninguém faz é simples e urgente:

Você tá buscando energia de verdade... ou só um jeito mais rápido de ignorar o cansaço?

Eu sou Marina Carli, apaixonada pelo mundo da alimentação saudável e bem estar. Sou Engenheira de Alimentos e consultora em desenvolvimento de produtos e rotulagem para marcas de alimentação saudável.

Transformo ideias em produtos incríveis, prontos para conquistar o mercado (aliás, alguns dos meus clientes já foram para a box da Experimentaí). E estarei aqui semanalmente, te mostrando o que ninguém te conta: os bastidores reais de tudo que você consome.

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