

Ferrero compra Bold (Montagem EXAME/Divulgação)
Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/negocios/nutella-com-whey-ferrero-compra-marca-brasileira-de-doces-proteicos/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento
No Brasil, a concentração de capitais em startups de nutrição e autocuidado atingiu um novo patamar de maturação. Na última semana, duas transações confirmaram que o setor não vive apenas uma tendência, mas uma reestruturação estrutural.
A aquisição da mineira Bold Snacks pela Ferrero e da Pink Cheeks pela LIVE! revela padrões distintos de expansão. Enquanto multinacionais buscam credibilidade em novos nichos, líderes nacionais consolidam ecossistemas para exportação. Esses movimentos sinalizam que a escalabilidade agora depende da união entre agilidade de startups e infraestrutura de gigantes.
Entender essas movimentações permite antecipar quais produtos chegarão às prateleiras e como o consumo será moldado nos próximos meses. O foco migrou da simples venda de itens para a entrega de soluções integradas de performance. A ciência e a logística agora ditam o ritmo do crescimento corporativo no Brasil.

Ferrero e Bold: A estratégia continental de proteína
A compra da Bold Snacks, fundada em 2018 em Divinópolis (MG), integra um plano de diversificação global da Ferrero. O grupo italiano, detentor de marcas como Nutella e Kinder, utiliza aquisições para entrar no setor de healthy snacking. A Bold é a quarta peça de um mapa geográfico estratégico.
Europa: Aquisição da Eat Natural e FULFIL.
América do Norte: Incorporação da Power Crunch.
América do Sul: Integração da Bold Snacks ao portfólio.
Frequência de consumo: Aumento de 22% em barras de proteína no Brasil (Euromonitor, 2024).
A Ferrero reconhece uma limitação interna de marca: o selo "Ferrero" possui forte associação com indulgência açucarada. Lançar uma linha própria de proteína enfrentaria ceticismo do público fitness especializado. Ao comprar a Bold, a gigante adquire a confiança de um público que já consome a marca mineira.
Um estudo publicado no Journal of Marketing Theory and Practice (2022, Smith et al.) indica que aquisições de nicho protegem o valor da marca principal. A Ferrero mantém sua essência enquanto captura a margem de crescimento do setor de wellness. O consumidor busca sabor, e a Bold provou dominar essa tecnologia no Brasil.

LIVE! e Pink Cheeks: A construção do ecossistema
Diferente da Ferrero, a LIVE! comprou 60% da Pink Cheeks para verticalizar sua oferta de lifestyle esportivo. Com faturamento de R$ 1 bilhão e 370 lojas, a empresa catarinense busca o modelo de "one-stop-shop". A aquisição de uma marca de protetores solares esportivos é a primeira da história da companhia.
Objetivo: Oferecer vestuário, calçados e agora proteção dermatológica.
Expansão: Presença consolidada nos EUA e entrada no Sudeste Asiático.
Foco técnico: Pink Cheeks é referência em resistência ao suor e performance.
Métrica: Sinergia de canais de venda deve reduzir o CAC em até 15%.
A Pink Cheeks resolve uma dor específica do atleta: a necessidade de cosméticos que não escorrem durante o esforço físico. A LIVE! utiliza essa expertise para fortalecer sua autoridade técnica fora do Brasil. Não se trata de suprir uma fraqueza, mas de acelerar a ambição de ser uma marca global de performance.
Em 2023, a empresa já havia sinalizado expansão internacional agressiva em relatórios para investidores. A integração da Pink Cheeks permite que a LIVE! venda um conceito de proteção e conforto em um único PDV. Essa estratégia de ecossistema é o que diferencia marcas de vestuário de plataformas de estilo de vida.

O Brasil como prateleira global de M&A
O mercado brasileiro de wellness deixou de ser apenas um destino de vendas para se tornar um celeiro de aquisições (M&A). Conforme dados da McKinsey (2025), 84% dos consumidores agora tratam o bem-estar como prioridade máxima. Startups brasileiras oferecem o que gigantes precisam: agilidade, comunidade e inovação sensorial.
Escala: Fundadores alcançam limites operacionais que apenas o capital institucional rompe.
Tecnologia: Formulações brasileiras de snacks e cosméticos são competitivas globalmente.
Consolidação: A fragmentação do mercado está dando lugar a grandes blocos econômicos.
A próxima fase exige que marcas locais estejam preparadas para processos de due diligence rigorosos. O sucesso da Bold e da Pink Cheeks prova que o nicho de wellness é a vertical mais resiliente do varejo atual. O Brasil exporta agora não apenas matéria-prima, mas propriedade intelectual em saúde.
Este cenário beneficia o consumidor final, que terá acesso a produtos com maior tecnologia e distribuição. A competição por qualidade técnica substitui a guerra de preços. O wellness brasileiro é, definitivamente, o novo ativo estratégico do mercado financeiro internacional.
As aquisições da Bold e da Pink Cheeks encerram a era do amadorismo no mercado de bem-estar brasileiro. Elas provam que a ciência aplicada ao consumo gera valor real de mercado e atrai os maiores players do mundo.



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